quarta-feira, 12 de outubro de 2011

PMDB lança guerra ao PT nos municípios

A sigla terá pelo menos 24 candidatos a prefeito nas capitais e partido aliado será o principal adversário. Peemedebista diz que disputa não interfere no plano nacional

Erich Decat e Karla Correia

Com a mira apontada para um crescimento de 20% no número de prefeituras do partido, o PMDB terá concorrentes em pelo menos 24 das 26 capitais estaduais onde serão disputadas eleições no próximo ano. "O lançamento de candidatura própria onde for possível é a primeira orientação do PMDB em 2012", diz o presidente em exercício da legenda, senador Valdir Raupp (RO).

A meta é elevar de 1.175 para 1.300 o número de prefeituras chefiadas pela legenda. Internamente, contudo, caciques da sigla admitem dificuldades até em manter o número atual de prefeitos eleitos diante da acirrada concorrência com o PT — aliado no governo federal, mas principal adversário na corrida pelas prefeituras — e com o recém-criado PSD.

Hoje, o PMDB cede a cabeça de chapa para o PT apenas em Belo Horizonte (MG), onde o deputado federal Leonardo Quintão (MG) aparece como um dos mais cotados da legenda para compor dupla com um candidato petista à prefeitura da capital mineira. "Há também a possibilidade de entendimento com o PT em Goiânia (GO) para manter a continuidade da aliança, mas ainda não é uma questão fechada", informa Raupp. Na capital goiana, o atual prefeito, o petista Paulo Garcia, era vice de Íris Resende (PMDB), que deixou a prefeitura para disputar o governo do estado.

Na maior parte das capitais, entretanto, dificilmente a legenda abrirá mão da candidatura própria. São Paulo é vista hoje como o principal alvo do partido, que aposta em uma renovação no estado depois da morte de Orestes Quércia e com a ascensão do vice-presidente Michel Temer como principal líder da sigla na região. A candidatura do deputado federal Gabriel Chalita é, hoje, a principal aposta do PMDB nas eleições de 2012, frente à possível concorrência do ministro da Educação, Fernando Haddad (PT) — que deve chegar à disputa com o lastro do capital político de seu padrinho, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — e à tentativa do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD) de fazer seu sucessor. "A expectativa do PMDB é eleger entre oito e 10 prefeitos nas capitais", revela Raupp.

Relações

A tensão entre as duas principais legendas da base aliada na esfera municipal, entretanto, não deve ameaçar as relações no nível nacional, acredita o presidente do PMDB. "O objetivo do partido é crescer, como o de qualquer legenda. Vamos para a guerra em 2012, mas é uma guerra no bom sentido", diz Raupp.

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

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